Estas pessoas falam muito, mas são bons companheiros e bons lutadores.
Não gosto muito dessas cavernas. Elas são frias, úmidas, têm cheiro de mofo e vários caminhos para nos perder, além da escuridão que até mesmo pra mim gera dificuldades.
A cada divisão dos caminhos que temos para percorrer, há discussões sobre qual rumo tomar. O ar não nos dá pistas sobre onde ir ou porque ir por ali.
Após um longo tempo, achamos uma ponte inteira e conseguimos atravessar o rio que corta as cavernas. Desta vez ninguém resolveu dar um mergulho e ver se era fundo. Apesar de ser rude às vezes, Aginnan aprende com os erros. Tudo bem que precisei convencê-los com imagens mentais de que tentar atravessar o rio da mesma maneira era idiotice, mas funcionou.
Às vezes me divirto com as coisas que eles fazem. Já não bastasse a bizarrice em termos um Kalashtar, dois Eladrins e um Tiefling, temos um anão da alta realeza.
Eu nunca imaginaria encontrar um Tiefling (Dundra), nem tentar ser amigo dele. Apesar que ele não fala muito e quando abre a boca... bem, digamos que ele não saber fazer poesias e agora apresenta uma leve queda por furtar coisas valiosas.
Quanto ao outro Eladrin, Aginnan, ele tem um ódio estranho por Humanos. Nunca consegui entender o porquê, mas tenho que concordar que ele é um tanto quanto ágil. Já o vi sair de combates sem nenhum ferimento. Acredito que seu ponto fraco seja sua paixão por jóias e pedras preciosas.
Sobre o Anão só posso dizer que Balin tem problemas com a família e se recusa a aceitar o destino. Ele é um dos poucos que tem descoberto sobre seu passado e está entrando em conflito com seus ideais. O reino dos anões é rico, mas não é mais um lugar próspero. Sua ascensão resolveria muitos problemas, pois ele possui uma alma nobre rara e ajudaria seu povo como pudesse.
Por fim, Sygrunn - o Kalashtar, aparentemente um humano se você não notar os detalhes. Um ser que possui muita curiosidade pelo mundo e muita língua para pouca boca. Algumas coisas devem ser resolvidas com a lâmina de uma espada ou com o poder dos deuses, mas ele sempre opta pela diplomacia. Tão curiosas suas manias, mas não tanto quanto a maneira como se juntou ao nosso grupo. Praticamente um esbarrão no mercado de Anakhômiko. Mas isso não importa.
O que realmente importa é que depois de atravessarmos a ponte, a caverna foi ficando mais larga e logo chegamos a um local onde haviam cinco criaturas de pedra. Não sei se posso dizer que eram seres vivos, mas com certeza tinham uma consciência e sabiam lutar. Não houve palavras que os parassem e logo tivemos que nos engajar em um combate sangrento onde as espadas estavam em constante risco de se quebrar. A magia estava tendo mais efeito nos homens de pedra e Balin e eu conseguimos nos colocar em vantagem.
Ao vencermos o combate, paramos para descansar um pouco e Sygrunn localizou um objeto em uma fenda na parede: era um pequeno baú com uma esmeralda verde brilhante em cima e algumas inscrições anãs que Balin nos traduziu como "Coloque seus desejos".
Eu nunca desejaria ter uma pedra, mas querendo testar os poderes do baú Sygrunn depositou uma pedra em seu interior e o fechou. Nada aconteceu, porém quando o baú foi reaberto, a pedra havia sumido.
Fazendo mais uma tentativa e acredito que pensando no anel de ferro dos lordes anões, Balin deposita um anel dentro do baú, que também some.
Aginnan, desejando riquezas, coloca um de seus colares de ouro dentro do baú seguido por Dundra que deposita uma flecha.
Enquanto assistia a este ritual de desejos, percebi que todos queriam coisas materiais. Como são tolos. Os bens materiais podemos conseguir com nosso conhecimento. Neste momento entrei em transe e concentrei meus poderes, meu conhecimento e posso dizer que até um pouco de minha alma em uma esfera de pura magia. Coloquei a esfera conjurada dentro do baú e ao fechá-lo sua esmeralda se apagou. Acredito que não temos mais desejos a fazer, pelo menos por enquanto.
Sem obter resultados imediatos, voltamos a seguir nossos caminhos pela caverna. Eu tinha colocado o capuz, pois haviam muitas goteiras do trajeto.
Acredito que estamos no terceiro dia dentro das cavernas e novamente encontramos uma área mais larga. No centro do local há um anão com uma tocha. Parado como uma estátua.
Nos aproximamos do anão e tentamos conversar. Os olhos dele estão brancos, sua pele está fantasmagórica, seu corpo treme e sua voz sai rasgada. Em suas mãos percebo que há um anel. Aparentemente é o anel dos anões, pois Balin fica agitado e começa a pedí-lo. O anão está louco e não quer entregá-lo. Vejo que Balin tentará tê-lo a força, mas antes que faça qualquer coisa, ouvimos um barulho de patas vindo do teto. Ao olhar vejo criaturas horríveis: bocas e patas de aranha, corpo de barata e machados. Conto dez delas. Duas para cada um.
As criaturas nos rodeiam e lançam suas teias nos prendendo ao chão. Estamos todos acuados no centro da caverna e o anão está imóvel ao nosso lado.
Em um momento da batalha, Aginnan cai inconsciente, mas Balin consegue recuperá-lo. Estamos conseguindo progresso vagarosamente enquanto trabalhamos em grupo. Funcionamos muito bem juntos.
Aginnan percebe que o anão está fugindo e, ao derrubar um de seus oponentes, corre atrás dele e o amarra. O restante do grupo termina de matar as outras criaturas e ouço o barulho do anel caindo das mãos do anão enquanto Aginnan o arrasta. Balin recupera o anel, o analisa e nos confirma que é o anel de ferro dos lordes anões. Balin também pega alguns machados para poder vender e lucrar com seu trabalho.
Achamos melhor ir embora antes que Luigi venha atrás do anel. Iremos levar o anão como prisioneiro, pois acredito que ele está sob influência de alguma magia. Ao nos voltarmos para o caminho de volta, ouvimos o barulho de um exército subterrâneo. São os Drows de Luigi. Somos recebidos com muitas flechas. O local que estamos é largo e alto e estamos encurralados entre o rio e o exército. Só há uma saída e desta vez eu concordo: nos jogarmos na água.
Percebo que Balin afunda rapidamente, mas logo reaparece sem os machados. Eu conjuro luz para que possamos ver o caminho e sofrermos menos ferimentos do que a última vez. Enquanto somos levados pela correnteza, vemos uma bola verde de ácido se formando em cima de uma das pontes do rio. É Luigi e seus Drows!
Enquanto conjura a magia, algumas pedras começam a rolar das paredes e um desmoronamento atinge parte da ponte, fazendo com que Luigi se jogue para o lado. Alguns Drows foram atingidos pelas pedras e caíram no rio. O volume de pedras, fez com que o fluxo de água fosse desviado para os lados e assim conseguimos desviar da magia de Satrianni, porém sofremos vários ferimentos até sermos lançados no lago. Lutamos para sobreviver e chegar a superfície. Nos ajudamos na medida do possível e todos conseguimos sair da água.
Enquanto tomamos fôlego sob a luz do sol, vimos dois corpos de Drows boiando na água. Os puxamos para a terra firme e, percebendo que estavam vivos, os amarramos para levá-los como prisioneiros. Nenhum deles quis dar informações sobre o que Luigi queria com o anel ou a espada de Sephiroth e Dundra acabou matando um enquanto tentava obter informações, mas aproveitamos a vantagem que tínhamos e fomos andando até árvore élfica, pois nossos cavalos haviam sido mortos entrada das cavernas.
A cidade élfico sempre foi imponente e a cada visita continuamos a ficar encantados. Loreal nos recebeu e disse que devíamos devolver o anel a terra dos anões.
Não queríamos esperar mais para partir e, ao conseguirmos novos cavalos, nos preparamos com um ritual realizado por Sygrunn para viajarmos mais rápido. Loreal conseguiu recuperar a sanidade do anão, mas ele não acordaria novamente nos próximos dias, então o colocamos sobre um cavalo.
Antes de partir ouvimos sons de trombetas e tambores. O exército de Luigi estava marchando em nossa direção e iria atacar de surpresa. Houve uma correria organizada na cidade, onde todos os cidadãos se postaram em postos de combate e em formação para aguardar o ataque. Queríamos ficar, mas Loreal nos obrigou a seguir adiante e proteger aquilo que Luigi queria. Tentamos argumentar sobre o enorme exército de Luigi que já era visível, mas não conseguimos convencer a Rainha dos elfos. Assim, partimos o mais rápido possível e aproveitamos o tempo que Loreal nos havia dado.
Enquanto cavalgávamos eu ouvia os gritos de agonia e dor dos elfos.
Depois de 5 dias de viagem, chegamos a Anakhômiko e fomos direto falar com o Rei Baern, tio de Balin. Dundra obviamente ficou do lado de fora dos portões gigantescos da cidade, pois havia sido banido do reino.
Quando entramos na sala do rei, entendi porque Dundra havia sido expulso e lhe dei certa razão. O anão era arrogante e cheio de si. Se achava além de um rei, um deus. Como todos os seres que adoram falar pelos cotovelos, quase tudo o que dizia era dispensável. Um rei deveria saber o poder das palavras e dizer somente aquilo que tenha algum valor, caso contrário é melhor que fique quieto.
Sygrunn e Balin argumentaram sobre a ajuda que Dundra havia dado para recuperar o anel, que na minha opinião não foi muita, e conseguiram que ele fosse readimitido pelo menos na área comercial da cidade. Além disso ouve uma pequena discussão com Balin sobre ter abdicado ao trono real, mas nada que valha a pena comentar.
Algo que merece destaque nessa conversa não tem a ver com as palavras, mas sim com as aparências. O rei Baern possui uma aura escura em volta de seu corpo, não por ser uma má pessoa, mas pelo seu destino. É difícil tentar interpretar o que meus olhos e minha alma sentem, mas sei que o futuro do rei não será nada agradável e, pelo jeito, ela não merece nada que seja agradável.
Enfim saímos do salão do rei, deixamos o anel para que tomasse conta e fomos avisar Dundra que poderia entrar na cidade agora, pelo menos nos limites estabelecidos pelo rei. Resmungando ele entrou na cidade junto com nós e Balin se lembrou de ter um primo ferreiro na cidade. Enfim alguém estava lembrando de alguma coisa, se bem que eles iriam ter mais motivos para falar agora.
Fomos até o ferreiro e descobrimos três coisas importantes: a primeira é que o primo de Balin, que não me lembro o nome, mas era algumacoisain, não consegue guardar um segredo; a segunda é que ele tinha um pequeno dragão verde chamado Nala, mas que o mandou para as montanhas dos dragões para crescer seguro; a terceira é que Balin tinha uma mansão na cidade que logo Balin concordou em saber onde ficava.
Antes de irmos até a casa de Balin, fomos até a biblioteca tentar descobrir alguma coisa sobre os itens que Satrianni estava tentando organizar. O primo de Balin disse conhecer alguns bons livros que continham a descrição dos itens mais raros conhecidos pelos anões.
Entramos na biblioteca e, apesar do pequeno tamanho dos anões, haviam imensos corredores, largos, altos e compridos com estantes cheias de livros. Fomos andando até uma pequena sala no fundo da biblioteca e o primo de Balin, algumacoisain, nos pegou um livro gigantesco sobre itens poderosos e nos explicou que não encontraríamos o anel dos lordes anões, pois ele era um anel comum que apenas dava status ao seu possuidor em meio ao reino anão.
Começamos a folhear as páginas e víamos maravilhas, mas não encontramos a espada Amentiam de Sephiroth. Passamos algumas horas ali, mas antes de ir embora, vi algo que me chamou a atenção: Adamanto Adalberon Ambrósio ou O Forte e Imortal Diamante Impossível de Domar. Era um diamante do tamanho da cabeça de um cavalo, translúcido e brilhante. Este diamante seria capaz de fornecer todo o poder mágico que existe neste plano e logo pensei que se Luigi o tivesse junto com a espada, poderia ser considerado um Deus ou um Demônio nesta terra. Também imaginei que possuir este diamante mágico poderia fazer com que conseguíssemos subjulgá-lo.
Neste momento comecei a compartilhar imagens do item e da busca que teríamos que fazer por ele com o restante do grupo. Segundo o livro, o último paradeiro conhecido de Adamanto era a Montanha dos Dragões, onde estava muito bem guardado e seria impossível retirá-lo sem o consentimento de todos os dragões.
Todos ficaram em silêncio por um instante e depois concordaram que deveríamos partir no dia seguinte para a Montanha dos Dragões, o que não seria fácil, pois teríamos de passar pelo Grande Cemitério, pelo Canyon e pela planície deserta dos dragões, mas as preocupações ficariam para o dia seguinte. Agora iríamos descansar.
Fomos em direção a casa de Balin e quando chegamos desacreditei que ele teria uma casa naquelas proporções. Era uma mansão enorme, toda esculpida na pedra e com enfeites em ouro e pedras preciosas. As portas eram de mármore e o piso era uma lâmina de esmeralda. Algo que nunca vi em minha vida. Entramos na casa e haviam diversas estátuas de ouro, rubi, esmeralda e diamante. Todos estavam boquiabertos devido ao tesouro que encontraram.
Balin nos levou a alguns quartos e disse que ali poderíamos descansar. O quarto em que fiquei não era muito grande, mas era muito aconchegante. Dormi como há muito não dormia.
Na manhã seguinte, Balin me presenteou com um colar de ouro com um pingente que ele chamou de símbolo da amizade anão e cinco mil peças de ouro. Uma enorme honra pra mim. Gesticulei em agradecimento e o acompanhei para o café da manhã, mas ele parou na porta do quarto de Dundra e o questionou sobre algumas estátuas de ouro que haviam sumido. O homem de chifres acabou confessando que as tinha pego e Balin pegou duas estátuas de ouro de volta. Depois disso seguimos para fazer o desjejum e muito animados partimos para o Sul em direção a Montanha dos Dragões.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Capítulo IV - Aginnan
Aginnan acorda e finalmente se lembra onde está.
“Como diabos vou sair daqui é a preocupação no momento, será que meu amigo chifrudo já acordou?”
Dundra parece despertar também e os dois ainda perdem alguns minutos tentando sair. As ameaças ao capitão do barco não parecem fazer efeito e algum tempo depois Aginnan finalmente sente a voz de Sygrunn em sua mente. Ele diz que convenceram os tripulantes e o capitão de que seus prisioneiros estavam doentes e assim seriam libertados.
Ao sair do conteiner e um tanto irritado por ter sido enganado com tanta facilidade diz:
- Ora ora, será que o capitão de tão bela embarcação terá a coragem de encarar um pobre Eladrin doente agora que ele está livre?
Percebendo então que tanto os tripulantes como aquele que parece ser o capitão se afastam dele e de Dundra como se temessem a tal doença criada por seus companheiros, Aginnan faz um corte em sua própria mão e segue manchando de sangue as paredes do navio. Sentindo-se muito bem consigo mesmo por enganar aqueles que o enganaram antes ele desafia novamente:
- Ora, vocês temem até mesmo meu sangue? Pobres tolos. E nenhum de você terá a coragem de me enfrentar como um homem?
Aos poucos e sem obter resposta Aginnan ri ao descer a ponte que o leva pra fora do convés e de volta ao porto. Virando-se uma última vez, encara o barco novamente e ignorando os avisos de seus companheiros ele volta a desafiar os tripulantes do barco:
-Vamos! Nenhum de vocês? Nem mesmo seu corajoso capitão?
Após essa frase uma flecha aterrisa ao lado de seus pés vinda do barco. Percebendo que não vai conseguir um duelo para acalmar seus nervos e seu orgulho ele dá as costas enquanto pensa que os valentes homens do mar parecem mais um bando de coelhos assustados.
Após os devidos agradecimentos pela libertação e o que pareceu uma pequena discussão entre o capitão da guarda do porto, Balin e Sygrunn, Aginnan e seus companheiros decidem buscar por mais informações sobre seu próximo destino, o qual concordam ser aquele conhecido como Fogo Fátuo, mas eles não tem mais cavalos, e chegar a qualquer lugar tomaria muito tempo e recursos. Dundra e Balin parecem convencidos que talvez possam enganar a guarda da cidade, fingindo se alistar, e assim conseguir cavalos. Aginnan resolve acompanhá-los e após uma breve conversa com um dos guardas eles percebem que o treinamento exigido levaria muito tempo, e comprar os cavalos também não era uma opção. Enquanto pensam em uma nova solução percebem que Sygrunn resolveu tocar pelas ruas da cidade, provavelmente tentando conseguir algum dinheiro. Aginnan tem uma idéia e resolve ajudar seu companheiro na empreitada. Enquanto sente o peso de suas facas para se certificar que estão alinhadas ele diz:
-Ei garoto diabo, encoste na parede. Não é só o bardo que tem habilidades que servem para um show de rua.
Meio contrariado Dundra se encosta na parede, e Aginnan atira facas ao redor dele, o que começa a atrair ainda mais público. Algum tempo depois eles arrecadaram uma boa quantidade de moedas, mas ainda não o suficiente para um cavalo.
Felizmente Balin parecia ter algum dinheiro guardado, que somado com aquele que Aginnan guardava em nome do grupo e o arrecadado por eles era o suficiente para que eles conseguissem as montarias e seguissem viagem. Ocultar recursos daquela forma não parecia uma atitude sensata de Balin aos olhos de Aginnan, mas mesmo assim ele nada disse.
Enquanto viajavam Aginnan pensou nos últimos acontecimentos e percebeu que talvez aquilo fosse demais para ele, mas seu orgulho não permitia que ele desistisse, não sem saber ao menos quem ele realmente era. Talvez fosse hora de mudar algumas coisas em sua forma de lutar, talvez não matar sem necessidade fosse um erro, ao menos num mundo que parecia cada vez mais complexo do que ele poderia compreender. E enquanto pensava em como poderia ser mais útil nos dias de viagem até as terras do elfos.
Mesmo tendo passado pela cidade durante a viagem até Phortin, provavelmente devido a sua doença, Aginnan se lembrava de muito pouco, mas aquele lugar o encantava. Tudo parecia em equilíbrio, as construções elficas se moldavam de uma forma que pareciam parte da floresta, mas não podiam ficar. Tudo que sabiam até ali é que Fogo Fátuo buscava a estranha espada possuída por seu antigo companheiro Tubalcain e como se separaram dele em Anakhômiko, era pra lá que deveriam ir.
Enquanto descansavam numa taberna vieram as notícias sobre um anel. Haviam rumores de que estava na região, e que era outro dos artefatos buscado por Luigi Fogo Fátuo Satrianni. Por mais que seus companheiros parecessem interessados no item de origem anã Aginnan achava que o tempo que a busca por ele demandaria não era algo que eles possuíam, além disso um antigo companheiro poderia estar em perigo portando a espada, mesmo que fosse um companheiro humano não era um sangue que o Eladrin gostaria de ter em suas mãos. Balin principalmente parecia muito empolgado com a idéia de buscar o anel, e após uma pequena discussão ficou decidido que eles se separariam ali. Aginnan e Dundra iriam em busca da espada enquanto Balin e Sygrunn seguiriam em busca do anel.
Na manhã seguinte se despediram e no momento que se preparavam em seguir viagem vieram as desagradáveis noticias. Satrianni já estava em posse da espada. As possibilidades de que destino de Tubalcain tivera sido a morte eram muito grandes, mas Aginnan tentou não pensar nisso. Foram então todos juntos em direção às cavernas elficas onde possivelmente estaria o anel. Como sempre os estranhos rituais do bardo fizeram com que os cavalos parecessem mais rápidos e a estrada mais reta, e após uma viagem curta e sem grandes complicações eles chegaram ao que parecia ser a entrada de uma complexa rede subterrânea.
Aginnan ficou preocupado em entrar ali sem que eles tivesse uma forma de se guiar pelos corredores da caverna, e perdeu algum tempo queimando alguns galhos numa fogueira para que pudessem usar o carvão para se guiar lá dentro. Eles amarraram os cavalos numa área um pouco afastada, onde não podiam ser vistos da estrada e tivessem o que comer e beber. Quando finalmente entraram o que viram não foi uma cena amigável: a escuridão tomava conta do lugar, e água parecia vir de lugar nenhum pelas paredes da caverna. O carvão já se tornara inútil como forma de localização.
Sygrunn resolveu o problema quebrando uma garrafa, pois deixariam os cacos nos corredores para terem um jeito de voltar depois. Para Aginnan aquilo parecia uma versão macabra de uma história infantil, mas sem pensar muito no assunto foram adiante.
Após algumas horas caminhando pelos longos corredores, e uma última descida particularmente íngreme na qual Balin e Sygrunn escorregaram e teriam se machucado gravemente não fosse pelo ágil salvamento do ladrão, chegaram a outro desafio. Havia um rio subterrâneo freando o avanço do estranho grupo. A correnteza era forte, e não parecia uma boa idéia tentar nadar através dele, mas já cansado das piadas que o destino vinha pregando, Aginnan resolveu correr o risco. Com uma ponta da corda segura por seus companheiros e outra amarrda a sua cintura, numa demonstração de força e habilidade o ladrão alcançou a outra margem do rio. Mantendo a corda segura daquele lado seus companheiros poderiam atravessar. O primeiro a fazê-lo foi o mago, que conseguiu sem muitos problemas, mas quando chegou a vez de Sygrunn, o bardo foi puxado pela correnteza. Tendo apenas a corda para se segurar e sem a força necessária para ir contra a força das águas Aginnan saltou para ajudá-lo, mas não foi o suficiente. A última coisa que Aginnan ouviu enquanto era levado pela correnteza com o bardo foram seus companheiros se lançado na água para tentar ajudá-los.
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