Após seu breve descanso, o grupo de aventureiros decide explorar um pouco mais a área e tentar descobrir maiores informações sobre o local em que estão presos.
Ao se aproximarem de uma porta ouvem explosões e barulhos muito altos e decidem que talvez não seja uma boa idéia tentar abri-la. Voltando ao salão principal, Tubalcain, Aginnan e Daedrin se focam em resolver o enigma a sua frente enquanto Balin e Dundra exploram algumas outras salas. Ao chegarem a um saguão aberto, vêem alguma coisa voltando e, ao mesmo tempo escutando um barulho forte vindo da sala onde se encontram seus novos amigos. Ao voltar a sala percebem que há uma nova porta aberta e o enigma praticamente solucionado.
Dundra entra correndo na sala e salta ao mesmo tempo em que grita de alegria, mas percebe um clique no chão ao parar. Aginnan balança a cabeça em desaprovação e decide tentar aprontar com o tieflin, pegando sua corda e tentando amarrá-la aos pés de Dundra, ao invés de desarmar a armadilha. Ao se abaixar, percebe um barulho de asas batendo e um som agudo vindo do salão principal, ao olhar, vê novamente uma das criaturas aladas, prateada, com dentes grandes e afiados, voando para dentro da sala.
Daedrin lança alguns mísseis mágicos que passam sobre Aginnan e Dundra, enquanto Tubalcain se prepara para defender um ataque feroz da criatura alada.
Aginnan se levanta e, fazendo um laço rápido na corda em suas mãos, o joga na criatura e a prende pela pata. Se aproveitando da distração e ajudado por uma flecha lançada por Dundra, que ativa a armadilha e leva uma flechada, Tubalcain pega a corda de Aginnan e tenta puxar o Dragonete com força para que caia, porém sua força dá mais velocidade a criatura que salta em cima dele e o derruba no chão cravando suas garras no peito do guerreiro.
Dundra e Daedrin lançam flechas e mísseis mágicos em cima da criatura, o que dá tempo suficiente para que Aginnan role para o lado e recupere a corda solta. Com ela firme em suas mãos, usa uma magia de teleporte e reaparece sobre o dorso do animal, que o deixa irritado e dá tempo suficiente para Tubalcain empurrá-lo e conseguir se desvencilhar de suas garras que tentavam agarrar ferozmente sua cabeça.
O Dragonete fica enfurecido e começa a saltar e tentar acertar a todos na sala enquanto tenta jogar Aginnan contra a parede.
Durante sua investida desgovernada, a criatura acerta Balin que logo se recupera e lança uma magia de cura em Tubalcain, ajudando a fechar seus ferimentos. Aginnan não consegue se segurar por muito mais tempo e cai no chão, porém consegue segurar a corda em suas mãos e se firmar.
Livre de um dos incômodos, o Dragonete avança em Balin, porém é atingido por uma rajada de fogo de Daedrin e, ao tentar atacar, é puxado com força para trás pela corda presa por Aginnan. Dundra aproveita e acerta mais uma flecha em seu inimigo e Balin, utilizando algumas palavras mágicas, lança um raio de luz brilhante que incinera algumas regiões do corpo do Dragonete e o derruba finalmente no chão.
Ao descansarem, Balin sugere que o grupo volte a sala onde viu a criatura com Dundra e a vasculhem por alguma coisa que possa ajudá-los em sua fuga.
Tubalcain, Daedrin e Aginnan rebatem dizendo que seria muito perigoso enfrentarem alguma outra criatura neste momento, principalmente por terem uma batalha feroz no lado de fora da torre e também aproveitam para explicar que Daedrin conseguiu desativar as armadilhas do enigma e abrir a porta usando rajadas de fogo nas marcações desenhadas nas paredes e no chão.
Daedrin apenas balança a cabeça e se levanta, seguido por todos para que possam continuar seu caminho. No fim da sala há uma escada que sobe e provavelmente os leva para fora do lugar devido a claridade e aos sons de espadas e gritos do lado de fora.
O grupo sobe os degraus cautelosamente e chegam ao portal de entrada da torre. Há cerca de quarenta Drows e vinte Trogloditas lutando ferozmente.
Aginnan se vira para o grupo e diz: "O que vamos fazer agora? Podemos esperar a batalha terminar, sair correndo para um dos lados ou nos juntar a um dos lados". Antes que alguém pudesse responder, há uma explosão no campo de batalha e os aventureiros vêem uma bola verde, com cerca de dois metros de raio, explodindo no centro da batalha. Os corpos voam em todas as direções, mas a batalha continua.
Com a explosão, o grupo se descuida em se esconder e um dos Trogloditas os vê e, gritando para todos, começa a correr em direção a porta da torre.
Sem perder tempo, Daedrin corre para fora e para o lado esquerdo da torre, onde consegue ver as montanhas brancas bem ao longe e logo é seguido pelo restante do grupo. Ao correrem, percebem um ser do lado direito com fisionomia de gnomo, mas com altura de homem e alguns traços dos Draconatos; de seu peito saem tubos que são preenchidos por um líquido verde brilhando de um cilindro em suas costas. Seu nome era Luigi "Fogo Fátuo" Satrianni, mas ninguém ainda sabia.
Alguns Drows atiram algumas flechas no grupo, mas apenas conseguem atingir Dundra de raspão.
Luigi lança uma nova magia de fogo fátuo em direção ao grupo que corre deixando o Troglodita para trás, mas não conseguem se livrar da bola verde explosiva.
Tentando alguma vantagem, a fuga é conduzida em ziguezague, mas a magia continua a se aproximar.
Em um ato de quase desespero, Aginnan pega um dos frascos verdes que encontrou na torre e o bebe, porém começa a se sentir mal quase que instantaneamente e uma dor terrível irrompe de dentro de seu corpo. O líquido era ácido. Ele não conseguia correr mais, mas também não era preciso, a bola verde da magia de fogo fátuo havia chegado até o grupo e, ao englobá-los, explode ferozmente lançando-os para os lados. Balin consegue se proteger parcialmente da explosão, Daedrin se teleporta no último instante e não é ferido, Tubalcain e Dundra caem inconscientes com muitos sangramentos e Aginnan cai praticamente morto no chão.
Preocupado, Balin corre para o corpo de Aginnan enquanto diz a Daedrin: "Me ajude a colocar os corpos juntos". Daedrin observa a batalha ao longe, nota que não há mais nenhuma ameaça vindo em sua direção e vai auxiliar o Clérigo Balin que está estancando os ferimentos de Aginnan e lhe aplicando algumas magias de cura.
Ao terminar de juntar os corpos, Balin lança uma grande magia elaborada com pedidos a Pelor, sua divindade, e os ferimentos mais graves de Tubalcain, Dundra e Aginnan se fecham e eles acordam novamente.
Ao recuperar a consciência e o fôlego, o grupo segue para o Sul ciente que escaparam da morte e de inimigos poderosos.
Apesar dos ferimentos que, devido as magias de Balin estão se fechando aos poucos, o grupo precisa seguir viagem e se afastar o máximo que conseguirem da batalha em frente a torre.
Conforme avançam pelo caminho, Dundra percebe que há algo os seguindo por debaixo da areia. Após alertar seus companheiros, ainda andam mais alguns quilômetros antes que as criaturas saltem para fora da areia do deserto e os ataquem. São três seres compridos, com carapaças duras, boca comprida, garras afiadas e uma longa cauda.
Já esperando pelo confronto, o grupo se prepara para o combate.
Os três seres, chamados Kython, cercam Tubalcain e iniciam a investida, mas o guerreiro consegue se esquivar e atacá-los causando alguns cortes em suas carapaças. Dundra atira suas flechas a certa distância e Daedrin lança mísseis mágicos com eficiência nas criaturas.
Aginnan se coloca atrás de um dos Kython e desfere golpes mortais com sua adaga, mas é acertado por um golpe da cauda de seu oponente.
Daedrin lança um raio de fogo em uma das criaturas, o que acaba a afastando de Tubalcain que continua se defendendo e tentando desferir golpes de ataque.
Vendo que a situação estava se complicando, Balin lança uma magia impondo medo sobre uma das criaturas que começa a correr e deixa a área de combate se afastando cada vez mais.
Um dos Kythons avança sobre Tubalcain e consegue lhe roubar a espada de lâmina negra que estava embainhada.
Dundra acerta mais uma flecha em uma das criaturas que cai no chão morta.
Tubalcain, sentindo-se mais forte e revigorado, avança sobre o último Kython para recuperar o item perdido. Aginnan se junta a ele e, juntos, conseguem derrotá-lo.
Aginnan pega a arma perdida e a entrega a Tubalcain dizendo: "É melhor cuidar mais de seus pertences, pois parece que alguém está atrás dessa espada".
- Não creio que seja apenas alguém, mas muitas pessoas. Não pararam de nos atacar desde que a encontramos! - diz Tubalcain.
Balin se junta aos outros e se notifica que todos estão bem, que não precisam ser curados e novamente partem em direção ao Sul, onde acreditam que poderão ter mais informações para poderem recuperar suas memórias.
Os aventureiros passam mais três dias viajando em direção às montanhas brancas que estão cada vez mais perto, parando somente para comer alguma coisa e para acender uma fogueira e dormir. Durante a noite, os dois Eladrins apenas entram em transe e ficam em alerta para os perigos que os espreitam. Durante os três dias, tiveram de lutar contra outras criaturas que lhes atacavam e, claramente, queriam roubar a espada de Tubalcain, porém, no final do terceiro dia, o grupo avista ao longe uma fogueira.
Enquanto discutiam se deviam se apresentar, atacar ou simplesmente ignorar e dar a volta por algum dos lados do pequeno acampamento, uma das criaturas se levanta e anda um pouco em direção ao grupo, mas para logo em seguida para, o que Aginnan achou, urinar longe do acampamento.
Aginnan vai correndo em direção ao ser que tem pouco cabelo, pele escura com um pouco de pelos grossos em algumas áreas e vestimentas do tipo militar, porém que desconhecia. Quando chega mais perto, o Hobgoblin o avista e grita para seus companheiros que se levantam e se armam. Aginnan levanta sua mão direita indicando que está em paz, mas é recebido com sete flechas e uma delas nem sequer chegou perto, acertou o próprio Hobgoblin que estava em pé urinando.
Ao ver o ataque, Dundra começa a disparar flechas e Daedrin mísseis mágicos enquanto se aproximam aos poucos e dão cobertura a Aginnan. Tubalcain também corre para auxiliar no ataque seguido por Balin, porém ao se aproximarem, Aginnan ataca o Hobgoblin mais próximo que revida com um ataque fulminante de espada. Aginnan cai para trás desmaiado.
O grupo concentra seu ataque para proteger Aginnan que aos poucos se recupera e levanta. Tubalcain inicia o combate, dando as costas para Aginnan. Balin lança uma magia de ataque de raios dourados e outra de cura em Aginnan e Tubalcain. Dundra acerta mais um tiro e Daedrin continua se aproximando e atirando mísseis mágicos que fazem seu caminho em uma linha suave prateada.
Tubalcain e Aginnan derrubam o Hobgoblin mais próximo e avançam para os outros. Balin ataca o novo alvo com um raio de luz brilhante e dourada, o que o faz cair imediatamente morto no chão e com várias marcas de queimadura.
Percebendo que as criaturas estavam recuando e cada vez mais próximas umas das outras, Daedrin inicia uma série de gestos complicados e, ao erguer seus braços, uma bola de fogo surge entre os Hobgoblins fazendo com que três caiam instantaneamente. Após tentarem atacar Tubalcain e Aginnan sem sucesso, as criaturas percebem que Daedrin está movimentando a bola de fogo em sua direção e, sem ter para onde correr, acabam sendo mortos tentando continuar no combate.
Como já escureceu, o grupo aproveita o acampamento montado pelos Hobgoblins e passa a noite no local do combate. Todos estão muito quietos e cansados, com pouca comida e água, já que suas provisões eram para viagens muito curtas.
No sexto dia de viagem e sempre sendo atacados pelos Kythons, o grupo chega às montanhas e, tentando localizar a entrada das minas dos anões, começam a subir lentamente. Apesar de contrários à idéia, Tubalcain e Daedrin também sobem as montanhas. Há um pouco de vegetação e algumas árvores frutíferas que servem de alimento a todos.
Após algumas horas, o grupo começa a ouvir uivos e logo avistam lobos, mas que não são nada normais, pois sua pele parece ser podre e sua carne está exposta em alguns pontos do corpo.
Os lobos começam a correr em direção ao grupo salivando. Vendo sua aproximação e tentando se proteger, Daedrin conjura fogo em alguns galhos secos no chão, fazendo uma barreira de fogo que é transposta sem nenhum prejuízo pelos lobos que atacam ferozmente os braços e pernas dos aventureiros.
A batalha é rápida, mas os lobos são ferozes e conseguem morder todos. Após terminarem a batalha com ajuda de um dos frascos de ácido pego da torre, os aventureiros notam que seus machucados estão com aparência de podre e Balin não consegue fechar esses ferimentos. Como nada podem fazer agora, continuam sua caminhada para o topo da montanha.
Em seu terceiro dia de subida da montanha, não há mais árvores ou arbustos na montanha, somente pedras e neve. Em alguns pontos os aventureiros são obrigados a utilizar equipamentos de escalada, mas estão num ponto em que a subida não é tão difícil. Após algumas horas de subida, ouvem um rugido tão intenso, que o gelo começa a se desprender da montanha e inicia uma avalanche sobre o grupo.
- Corre! - grita Aginnan correndo e se jogando para o lado, enquanto todos tentavam sair do local, porém Daedrin e Balin não conseguem se mover com agilidade e rapidamente são soterrados pela neve. Sua sorte é que já estavam bem acima da montanha e após quinze minutos Tubalcain, Dundra e Aginnan conseguem desenterrá-los da neve.
- Mas o que foi isso? - pergunta Tubalcain.
- Não sei - responde Dundra - mas não parece nem um pouco amigável.
No dia seguinte, o grupo alcança o cume da montanha que, apesar de não ser a mais alta, proporciona excelente visualização de toda a região com muitas montanhas em direção ao Leste e ao Sul e deserto para o Norte e Oeste.
- Estamos muito longe das entradas das minas. - Diz Balin.
- Temos que descer de novo. Está muito frio aqui em cima e estamos com dificuldade de respirar - responde Dundra com o apoio de todos, porém, antes de iniciarem a descida, um novo rugido é ouvido e ao olharem em direção ao som, o grupo vê uma criatura gigantesca, com grossos pêlos brancos que começa a correr em sua direção.
- Acho melhor irmos logo. Não podemos com aquilo! - diz Dundra começando a descer a montanha.
Após duas horas de descida acelerada da montanha, o grupo começa a ouvir passos pesados e acelerados atrás deles e logo avistam o gigante branco que corre atrás deles. Tentando se livrar da criatura, o grupo começa a descer a montanha correndo e o perigo aumenta muito, pois o terreno é acidentado e muito íngreme.
O primeiro a sofrer com a criatura é Balin que tropeça e acertado pelas costas e lançado a frente do grupo caindo em uma rocha. Tubalcain ajuda Balin a se levantar e eles continuam correndo montanha abaixo. O gigante consegue rapidamente se aproximar do grupo e começa a lançar todos para frente. Apesar de se machucarem bastante, o gigante aparenta não estar querendo matar os aventureiros, quer apenas mandá-los embora de sua casa.
Após 2 horas de fuga e sendo arremessados de tempos em tempos, o grupo consegue deixar o gigante branco para trás, que volta a subir as montanhas, e conseguem parar para descansar, já que estão exaustos.
Com a metade do tempo que levaram para subir as montanhas e sem mais nenhuma comida, o grupo consegue descer as montanhas e acendem uma fogueira em uma clareira para poderem passar a noite e continuar a viagem no dia seguinte.



